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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Então, que venha mais um.


Nessa questão de aniversário, eu sou meio assim, meio assado. Tem ano que estou empolgado, quero festa, quero tumulto! Tem ano que fico na boa, quase indiferente, e as vezes até esqueço em que número eu ando. Não sei se é o dia, ou o momento, só sei que eu mudo conforme o ano. E imagino que isso seja bom, afinal, a gente passa o ano todo mudando, então, porque não mudar o comportamento com relação a esta data?

As vezes ouço: Lá se foi mais um ano! E outras vezes: Opa, lá vem mais um ano! São olhares diferentes para o mesmo fato, e com pensamentos diferentes também! Lá se foi é uma comemoração, ou um até logo ao que ficou, enquanto o lá vem é uma expectativa toda positiva para o que está por vir! E eu também entro nessa ciranda, as vezes dando bye, bye, as vezes dando hello. Mas no fim, you say bye bye you say hello, you say hello, hello, hello... (brincando de Paul McCartney). Em resumo, o aniversário é a chegada e a saída, é um marcador, um reinício até. É o marco pessoal, como o 01 de janeiro, só que pessoal, um início de ano particular. E marcos são bons, porque dão oportunidade de dar uma paradinha, uma pensadinha. Fatos que costumam fazer toda a diferença na hora de dar uma avançadinha! E esse é um ano que eu falo bye, bye, mas também falo hello, hello. E até acho que embora sempre tenhamos ênfase em uma ou em outra, ambas as formas são importantes e válidas. Bye, bye para tudo de bom que aconteceu, para tudo que aprendemos e crescemos e um hello para tudo que vem chegando. E esse ano são 33, um número especial. Sim, todos são especiais. Mas esse é particularmente especial, pelo seu significado, e pelo que vem por aí!

Então o nosso marco particular de tempo é também particular na sua leitura, no seu significado. E claro, na sua importância. Conheço pessoas que não dão a mínima para a data. Já outras consideram o principal evento do ano. Mas não tem certo nem errado nesse jogo. Nem juiz, nem torcida. É um jogo individual, é um momento todo particular de como, quando, e porque se revisam algumas coisas, ou se projetam outras. Ou não. E nem importa, o importante é fazer, no dia, ou em outro dia qualquer, ou melhor ainda: O tempo todo. O que importa mesmo, é ver e rever tudo que foi acertado, projetar para que o vem por aí esteja no melhor caminho, e consolidar o conhecimento adquirido. Pode ser a qualquer tempo? Pode. Mas que um marcador ajuda, ajuda. Então, se a vida é um livro, que o aníver seja o marcador. Avançando a cada leitura, nos lembrando onde estamos, e sempre trazendo mais conhecimento conforme vai se movimentando...

Agradecimentos especiais a todos que já se manifestaram, no orkut, msn, twitter, telefone, e-mail... Todos que enviaram suas energias positivas e felicitações, afinal de contas, estamos aqui todos de passagem, e uma das funções de estar aqui é exatamente conhecer, conviver e trocar experiências! Valeu pessoal, valeu família que volta e meia passa por aqui, e beijão especial para minha Co amada. E até homenagem virtual eu ganhei!Fer, obrigado pelo bolo! Mamis, obrigado pelo parabéns!


quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dexter


Já fazia algum tempo, na verdade muito, que o pessoal que curte seriado me indicava Dexter, com bastante frequência e intensidade. Por um motivo ou outro, eu vinha negligenciando essa indicação e adiando minha jornada pelo mundo vermelho de Dexter, até poucos dias atrás. Mas eu comecei. Assisti e caí na armadilha desse seriado que consegue colocar de um forma leve a vida de um serial killer com um número bastante significativo de "feitos".

Dexter é um seriado denso, complexo, e com uma receita de muito sucesso para dosar o peso de um serial killer que faz picadinho de suas vítimas sem parecer (e ser) um seriado "forte". É absolutamente surpreendente como Dexter com todo seu peso consegue ser tão leve. A primeira vez que ouvi falar, ou que li a respeito, imaginei um seriado forte, daqueles que requerem um tempo para a "digestão mental" do episódio, e é exatamente aí que reside a agradável surpresa de dexter.

Na verdade, agradável é exatamente a palavra que descreve o serial killer Dexter, um complexo jovem que se julga vazio e sem sentimentos. Se julga. Filho adotivo de um investigador da homicídios, Dexter é reconhecido em sua essência por seu novo pai Harry, e treinado para não ser pego. É direcionado, é um serial que usa sua necessidade de matar como um supervisor da justiça. Onde ela não alcança, ele entra. Um justiceiro requintado, técnico, frio. O pai, falecido, é chamado sempre na memória de Dexter, que trabalha como especialista em cenas do crime onde o sangue da vítima pode levar à suspeitas e resoluções de casos. No mesmo departamento trabalha Deb, sua irmã adotiva, uma esperta e insegura jovem inibida pelo talento do irmão e a ligação de Dexter com o pai. Na verdade, essa ligação era o próprio treinamento de Dexter. Treinamento em sobrevivência, uma aula de como ser um serial killer sem acabar na cadeira elétrica, onde a regra número era não ser capturado.

A vida na homicídios é bem agitada, e alguns personagens como Angel (esq.) denotam um certo tom de descontração e "passion" para os episódios, assim como Masuka (abaixo). Os personagens principais do departamento são também ricos, com histórias de vida interessantes, e os que não tem uma história interessante, levam as pitadas de humor ao dia-a-dia do seriado. Dexter é uma bela surpresa para quem procura medidas certas de algo mais, um prato extremamente bem temperado e atrativo já no primeiro episódio, mesmo que só comece a mostrar a complexidade de sua história mais adiante, no final da primeira temporada.


E a primeira temporada traz uma interessante e surpreendente (mesmo) competição entre killers. Dexter enfrenta e investiga um outro serial, ao qual ao mesmo tempo que admira quer eliminar. Um dos melhores elementos é que Dexter acaba virando a referência do serial, toda a comunicação é direcionada e feita especialmente para o nosso anti-herói. Durante toda a trama as histórias individuais são contadas na dose certa, enquanto vamos conhecendo os pensamentos e modos de Dexter viver sempre com a ajuda do "código de Harry", o conjunto de regras que seu pai adotivo criou para manter Dexter longe da cadeira elétrica e escolhendo apenas vítimas que mereçam ser executadas.

E sim, seriais killers também amam. Ou quase. Ou amam de verdade? A primeira temporada flerta também com a questão da capacidade de um assassino frio e sem remorso amar e se ligar às pessoas. Mas é ainda um flerte leve, de longe, sem a profundidade que a segunda temporada acaba revelando... A primeira temporada termina de forma surpreendente, usando a própria história do nosso anti-herói, em um ritmo quase frenético, em overdoses de surpresas que mesmo em excesso não pecam. É uma história sólida e bem construída, muito diferente do ambiente que transformou o garoto Dexter em um artista da morte. A primeira temporada trata principalmente disso, como Dexter foi construído. Ou desconstruído?


Na segunda temporada o flerte com os sentimentos de Dexter são postos todos a prova, e toda a trama brinca com seu futuro de forma mais efetiva, trazendo novos elementos e mostrando a obra que antes ficava apenas na sombra do oceano. Agora sim são testadas outras capacidades de Dexter, como o de compreender tudo o que foi responsável pelo que ele é, e o que ele pode fazer a respeito disso. Os sentimentos são provocados até chegarmos a conclusão que um assassino frio e calculista também ama. Ou não? A abordagem da segunda temporada é mais profunda que a aventura da caçada de gato e rato da primeira, mas de muita ação e reviravoltas. E assim como na primeira, outros perigosos personagens podem tentar fazer concorrência com nosso anti-herói denso, complexo e silencioso. Dexter experimenta fases e sensações diferentes, toma decisões inéditas, vai e volta, e deixa a temporada cheia de expectativas e sustos. E dizem que as próximas temporadas são ainda melhores...

Entre sem muito barulho, e bem vindo ao mundo reflexivo de Dexter...





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